As pesquisas na Torre do Tombo (e não só!)

O Arquivo Distrital de Lisboa situ no Instituto dos Arquivos Nacionais Torre do Tombo é o local a ir para obter informação anterior a 1900 (ou mais precisamente, até cerca de 100 anos antes da data actual) e no seu "site" encontra-se alguma informação interessante quanto à constituição da árvore genealógica.

Só comecei a ir lá de uma forma sistemática a partir de meados de 2003 e depois de uma boa ajuda por parte de uma pessoa conhecida (daqui agradeço ao Sr. Rolão pai) comecei a pesquisa por Olhão, origem do meu bisavô.

A pesquisa dos registos de Baptismo, Casamento e Óbito é morosa e nem sempre frutuosa devido, por vezes, ao mau estado das páginas e à letra e terminologia que, para quem não está habituado, se torna difícil de "descodificar".

Os registos mais "produtivos" são os de casamento pois fornecem os nomes dos pais dos noivos e muitas das vezes, também dos avós.  A dificuldade tem sido grande em relação aos baptismos/nascimentos, pois na grande maioria dos casos, só é posto o primeiro nome, pois parece que os nomes intermédios e até o apelido só eram escolhidos aquando do 1º acto "oficial" (casamento, compra de terras, etc.).
Tenho casos em que no casamento o noivo Salreta escolhe o apelido da mulher e a partir daí o rasto torna-se difícil. Noutro caso o noivo, que tem avós paternos incógnitos, adopta o apelido Salreta da mulher - os seus filhos serão "Salretas" de nome mas não de varonia - mesmo assim tenho-os considerado (este caso deu-me "água pela barba" para deslindar).

Visto que todos os livros até agora analisados estão em microfilme, era meu objectivo ir adquirindo CDs com a imagem de todos os registos, de modo a mais calmamente e com algum "software" de tratamento de imagem, poder "descodificar" com maior precisão o que lá está escrito.
Embora já tenha dois CD, desisti disto porque entretanto a TT (assim como a maior parte dos outros Arquivos Distritais) começou a colocar os registos na Net, o que torna muito mais fácil e cómoda a pesquisa.


Concelho de Olhão

Tenho aqui muito "pano para mangas". Já pesquisei Olhão e Fuzeta, mas terei de procurar também em Moncarapacho, Pechão e Quelfes o que dá um total de 109 livros.Este é um caso em que os registos estão repartidos pelos Arquivos Distritais de Lisboa (até cerca de 1850) e de Faro (posteriores a 1850) e felizmente os de Faro já estão na Net o que evita a deslocação.
No entanto, para os que estão em Lisboa ainda tenho de ir à TT.

Penso ser difícil chegar ao Salreta "original", até porque, segundo a história de Olhão, os seus habitantes iniciais vieram da zona de Aveiro.

O Concelho de Olhão

Concelho de Olhao

Dados sobre as freguesias:

Freguesia Data da criação Desanexada de
Moncarapacho 19 de Junho de 1471 S. Tiago de Tavira
Pechão Pelos menos desde 1583 S. Pedro de Faro
Quelfes cerca 1614 S. Pedro de Faro
Olhão 10 de Julho de 1695 Quelfes
Fuzeta 1835 Moncarapacho

Um bom site sobre Olhão está aqui.


Concelho de Lisboa

Aqui comecei por Belém onde está a maior concentração de Salretas, embora também existam em Alcântara, Ajuda e, pontualmente, noutras freguesias de Lisboa.
Como os Salretas só começam a aparecer em Lisboa depois de 1820 os livros são mais fáceis de "ler" pois a letra não é tão "desenhada" e os mais modernos até têm um índice que acelera a pesquisa (mas nem sempre é suficiente) ou mesmo um formato pré-impresso que torna a pesquisa muito mais rápida.
Também existe um livro publicado (em vários tomos) com todos os casamentos em Lisboa a partir de 1800 que me tem facilitado a vida.

Uso também outras fontes de pesquisa tais como o Google para os Salretas actuais, o Google Books, as Listas Telefónicas e até os Mormons onde já fui buscar pistas, em particular do ramo que foi para a Fuzeta.


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